Libório, Clara, Buzzle:(play with the)architectures of the world [tese de mestrado], Caldas da Rainha: ESAD.CR,2015

Buzzle – (Play with the) Architectures of the world (at home), é um trabalho de investigação desenvolvido no âmbito do Mestrado em Gestão Cultural, realizado na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. Este conduziu à criação de um objecto: um puzzle tridimensional dedicado ao património arquitectónico, nomeadamente o considerado icónico e excepcional. A investigação aborda a estreita relação entre o significado cultural da arquitectura e a sua importância tanto para o campo do turismo como para o do conhecimento. O projecto procura aliar o saber e a experiência específicos da arquitectura à concepção de um jogo de construção. Ao ambicionar-se a valorização do património construído através do entretenimento educativo, o resultado final é um Conceito lúdico. Para chegar a um produto cultural original, realizou-se um estudo de múltiplos factores determinantes para o sucesso do Projecto, nomeadamente estratégias para a sua produção/manufacturação/produção em massa e consequentemente eventual implantação no mercado enquanto Marca. Identificam-se alternativas em termos de produção, estudo de materiais e técnicas de produção, bem como a tecnologia e equipamentos específicos necessários à sua produção, processo que implicou contactos com investigadores, profissionais e empresas do domínio da impressão 3D. Todo o estudo encaminhou-se em dada altura para a produção de um protótipo, realizado com o apoio da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha; uma vez concretizada a peça – uma micro-arquitectura em forma de jogo de encaixes – passa a poder ser possível aperfeiçoar, no futuro, não apenas pormenores construtivos em função de diferentes contextos, como também aspectos do desempenho da obra enquanto objecto convidando à participação e ao conhecimento. Considera-se que o presente trabalho atinge um patamar de concreção conceptual e problemática que abre vias para um conceito cultural de excelência, que, no entanto, passa a estar disponível, desde já, de acordo com diversos modos de abordar as indústrias culturais. Em síntese, a abrangência etária e cultural do Buzzle é assaz vasta e a sua aplicação lúdico-pedagógica não menos. É compromisso da sua autora lutar pela sua disseminação, em tempo próprio e recorrendo aos parceiros adequados. Em todo o caso, uma das possibilidades de concretização deste jogo – talvez a mais aliciante – é aliás a sua propagação através da Internet em rede aberta, funcionando como um serviço de Open Design e não necessariamente, pelo menos a curto prazo, como um produto final. Esta opção posiciona o Buzzle como produto decisivo para o estabelecimento de parcerias com diversas entidades, instituições e empresas, nomeadamente espaços museológicos, estabelecimentos de ensino. O Buzzle abre amplo espaço de manobra à Gestão Cultural para fazer a diferença, no que diz respeito a uma sempre necessária mediação entre a produção cultural lato senso e a sua disseminação como acontecimento participado. Buzzle, nestes termos, permite que joquemos à arquitectura, mas em casa.

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