Roubemos os encómios (e as farpas) a um texto publicado por Luís Pereira  na PHOTOSÍNTESE: «[…] para as “novas gerações” que não conhecem José Manuel Rodrigues, João Barbado volta a fazer em Lisboa um verdadeiro serviço público ao condensar numa só exposição um espaço temporal bastante amplo e um conjunto de trabalhos de grande relevância na obra de JMR.

Quem acompanha mais de perto a obra do fotógrafo de Évora reconhece, neste regresso a Lisboa do mestre, o que são as linhas de força da sua obra. E muitos foram, fotógrafos e amigos que estiveram ontem na abertura da exposição.

Por sua vez os coleccionadores e interessados dificilmente poderiam ter, num espaço daquela dimensão, mais eclético mostruàrio do trabalho do Prémio Pessoa 1999.

A Galeria e João Barbado, somam e seguem, acrescentando agora um nome maior da fotografia portuguesa, aos grandes nomes estrangeiros – autênticos, não pseudónimos –  que tem trazido, tal como genuíno – não virtual –  é o trabalho de curadoria desenvolvido e a enorme qualidade expositiva. O que é raro num meio em que aparecem e desaparecem  “galerias” muitas delas virtuais a cada semana e se autopromovem curadores como antigamente a imprensa “côr de rosa” produzia “empresários”.»

Lê-se ainda, na Folha de Sala: «A intencional multiplicidade de datas, processos, escalas e temas ilustra através de peças emblemáticas uma obra plenamente original, que se reinventa ao questionar todos os géneros da fotografia, do retrato íntimo à imersão na paisagem, do documentário exaustivo à alegoria, e que experimentou todos os processos e suportes, incluindo o objecto fotográfico, o ensaio conceptual e o vídeo.»

Até 18 de Abril, na Galeria Barbados, Campo de Ourique, Lisboa.