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A 14 de Abril de 2017 celebram-se os 100 anos da conferência futurista, apresentada por Almada Negreiros no Teatro da República, actual São Luiz, no contexto da geração de Orfeu. Se reconhecermos nas vanguardas do século XX o gesto fundador da performance arte, tal como propõe a historiadora Roselee Goldberg, podemos considerar esta conferência como o marco inaugural da performance arte portuguesa. O olhar retrospectivo sobre o caso nacional que o Projecto P! propõe permite não só compreender qual a sua especificidade num enquadramento internacional, mas também interrogar como ela constrói, reconfigura e participa na esfera pública nas suas diferentes configurações de emergência.

A história da performance arte portuguesa vem sendo escrita segundo uma narrativa do intervalo, considerando-se episódica e inconsequente a sua manifestação nas diferentes artes (poesia, música, artes visuais, artes perforamtivas). Depois da conferência futurista, só nos anos 60/70, as artes plásticas, a música e a poesia experimentais participam no processo revolucionário do 25 de Abril com acções e happenings. Subsequente à entrada de Portugal na Comunidade Europeia, a partir dos anos 90, a performance manifesta-se no teatro e na dança, num período de vitalidade que enfraqueceria aos primeiros sinais da crise financeira mundial de 2008. Posto que ocorre em momentos de mudança política, é possível rever o “intervalo” através da participação da performance arte na esfera pública.

Esta é a proposta do Projecto P!. que apresenta um programa de pensamento crítico e de curadoria de performance arte, questionando as suas formas de participação na esfera pública, em três vertentes: uma publicação, conferências e programação de espectáculos.

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