É bom ter alunos assim.  Que nos sugerem leituras. No caso, de uma arrebatadora ‘viagem aos confins da cidade’. A síntese começa como comentário à literatura e ao cinema de ficção científica – do Ballard de ‘Arranha-Céus’ ao Kubrick de ‘Laranja Mecânica’ –, qual reflexão sobre a cidade a através de imagens críticas; passa por uma actualização das teses situacionistas, atenta aos movimentos do espectáculo; revisita a arte pública e os acontecimentos que nas suas margens afirmam uma dimensão cívica da cultura urbana. O autor? Leonardo Lippolis. Edição Antígona.

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Na pós-modernidade, o corpo em transformação das metrópoles revelou os sinais dolorosos de um fim trágico do Ocidente. Hoje, a cidade transformou-se no espelho de uma sociedade em declínio, no modelo de uma distopia, ou seja, num lugar onde é horrível viver. Cidades feitas para deixar circular as mercadorias e organizar as necessidades do capital não podem deixar de reduzir as pessoas a fantasmas que têm medo da própria sombra.
Leonardo Lippolis