Destaque para o artigo de Luís Raposo sobre ‘As “grandes exposições”, os museus e o provincianismo nacional’, no jornal Público do passado dia 21.

Deixamos um excerto:

Ora, é mister reconhecer que entre nós este universo das “grandes exposições” tem sido dominado pelo amadorismo e falta de visão estratégica, aliados a uma espécie de “chico-espertice” bacoca de (pseudo)empresários e (pseudo)intelectuais irmanados na vontade dar nas vistas e fazerem uns trocos. Algo pode estar a mudar, porventura, nomeadamente no plano das joint ventures entre promotores de espectáculos e museus nacionais (citem-se os exemplos recentes no Palácio da Ajuda e no Museu de Arte Antiga). Mas tememos que não seja necessariamente para melhor, pelo menos até que sejam divulgados, como devem, os contratos estabelecidos e vejamos quais os investimentos de cada parte, qual a repartição de riscos e de proveitos, qual a relação e os efeitos na programação regular das instituições.

Porque de um “mercado global” se trata, vale a pena ver mais longe do que os limites da nossa paróquia. Faz agora quase um ano, The Art Newspaper publicou um relatório especial sobre a visita a museus e exposições em todo o mundo, em 2012. Consideradas as exposições que nesse ano conseguiram obter em média mais de um milhar de visitantes por dia (510 no total), Portugal surge apenas no segmento mais baixo (1500 a 1001 visitantes/dia), com sete exposições, todas no Museu de Serralves. Dir-se-ia, pensando provincianamente, que é assim porque somos pequenos. Nada a fazer.”

Para ler aqui.