Destaque para o artigo de Diogo Ramada Curto no Público de 3 de Setembro (aqui, em exclusivo para assinantes) onde questiona  o luso-tropicalismo  “esse suposto modo português de estar nos trópicos, baseado na cordialidade, miscigenação, capacidade de adaptação e assimilação”. Destacando duas obras, a primeira de Charles Boxer  Relações Raciais no Império Colonial Português (1415-1825) (Oxford University Press, 1963) e a segunda de Francisco Bethencourt e Adrian J. Pearce (OUP, 2012), Diogo Ramada Curto alerta para o efeito de mitificação e silêncio que a necessidade de estabelecer boas relações com Angola e Moçambique impõe sobre a crítica ao luso-tropicalismo como prática reiterada de “discriminação e de racismo, donde não esteve ausente a coerção, a violência e a exploração baseada na escravatura”. Mitificações e silêncios que “deturpam a análise histórica, para assim poder silenciar análises científicas e rigorosas, bem como o tratamento de temas tão incómodos como o do racismo. A capacidade de adaptação dos portugueses, a sua propensão natural para a miscigenação e a sua plasticidade voltam a constituir-se como temas principais da visão do mundo dos portugueses nos trópicos.”

A ler.