De acordo com a notícia de Maria João Caetano publicada hoje no DN venderam-se em 2012 menos um milhão de livros.

“Menos um milhão de livros. Um estudo da GfK Portugal apresentado este mês refere uma quebra de cerca de um milhão de exemplares vendidos no ano passado em relação a 2011. No total, foram comprados 13,56 milhões de livros, o que representa um volume de negócios superior a 149,05 milhões de euros. Valores que representam uma diminuição de 9% (mais de 15 milhões de euros). A análise, esclarece a consultora, incide apenas no mercado não escolar, com uma cobertura estimada entre os 75% e os 80% deste segmento.  
 
Os portugueses têm menos poder de compra e mais dúvidas em relação ao futuro, e isso reflete-se no modo como consomem. “Se as pessoas não têm dinheiro para coisas essenciais, é normal que comprem menos livros”, admite Sofia Monteiro, editora da Esfera dos Livros. De acordo com os dados apresentados esta semana pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), a queda no consumo de livros (em supermercados e hipermercados) é uma das mais significativas e situa-se nos 9,2%. Em compensação, a venda de tablets registou um crescimento de 20,1%, mas de acordo com Pedro Pereira da Silva, vice-presidente da Associação Portuguesa de Editores e livreiros (APEL), “os livros digitais têm ainda um mercado muito, muito reduzido. Há muita gente a aderir. Mas não tanto que faça uma diferença relativamente ao livro de papel”. As quebras registadas nas vendas de livros de papel não têm que ver com isto mas com a diminuição do poder de compra, acredita.  “