Destaque para o artigo de Tiago Bartolomeu Costa no Público de hoje (aqui, exclusivo para assinantes). Deixamos aqui um excerto:

“Menos projectos, menos verbas e as contestações esperadas. A lista provisória do apoio da Direcção-Geral das Artes à criação artística poderá traduzir-se num quadro onde irão conviver companhias em asfixia e outras em ascensão.

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O número sobre o qual é possível raciocinar é o executado em 2012, o que nos permite dizer desde já que em 2013 serão distribuídos menos quatro milhões de euros, uma vez que o valor total para este ano é 7,2 milhões de euros para os 113 projectos. Isto significa que, depois de aplicados os cortes e cativações previsíveis aos montantes anunciados para este ano, a diferença face aos valores do ano passado será ainda maior.

As companhias ou estruturas apresentaram a concurso 201 projectos – quase o dobro dos projectos apoiados – que foram escolhidos por júris exteriores à direcção-geral, que são presididos por técnicos internos. A fatia maior dos apoios directos cabe a projectos de teatro (54), seguidos da música (26), da dança (17), da área conjunta de arquitectura, artes plásticas, artes digitais, design e fotografia (10) e da área de cruzamentos disciplinares (6)

São ainda resultados provisórios, mas o facto de terem sido estabelecidos tectos máximos levou a que as grandes companhias de teatro, para dar apenas um exemplo, como a Cornucópia, possam vir a ter menos de metade do apoio do concurso anterior (tendo em conta apenas os valores iniciais definidos em 2009). Interessante é também notar que houve 16 companhias de teatro que receberam subsídios no concurso passado e agora viram negado o apoio.

(…)

Outras companhias históricas, com projectos para quatro anos, como a Comuna, de João Mota, actual director do Teatro Nacional D. Maria II, que recebeu 246 mil em 2012, pediram 389 mil e foram-lhe atribuídos 165 mil em 2013. Para os quatro anos, o valor acumulado é de 665 mil euros. A Comuna também contestou publicamente os resultados, tal como A Barraca, que teve 111 mil euros em 2012. A companhia de Maria do Céu Guerra solicitou 139 mil para 2013 e irá receber 61 mil euros (num total de 212.201 euros a quatro anos). Já o festival FITEI, no Porto, foi mesmo excluído do plano de apoios (havia recebido 127 mil em 2012 e pediu 317 mil para 2013) e também denunciou os resultados.”

A ler.