O 2º tempo do artigo de Paulo Cunha e Silva que destacámos no passado dia 19 de Janeiro já está disponível na Arte Capital. 

“2º Tempo: O Sistema
Mas o que é “O Sistema”? (o Sistema das Artes, pergunta que deixava aberta no primeiro texto).
Admitimos à partida que uma obra de arte deixou de ser só a experiência da transcendência do mundo, para ser um encontro com a sua emanência. Mais, com a sua evidência. Todavia ela é, também, um mediador da brutalidade deste encontro. Mas creio que só um momento (um tempo) romântico é que a conseguiu resgatar para esse limbo etéreo em que imaginávamos que ela sempre tinha vivido.

(…)

Com efeito, aconteceu a uma escala política inusitada há muito tempo, um curto-circuito entre o artista e o poder (político). Devo dizer, para esclarecer qualquer conflito de interesses que sou amigo do artista e que o aprecio. Com efeito, na primeira página de um jornal semanário (considerado de referência), reproduziam-se declarações de um ministro, que não era da cultura, dizendo que o (ou a) artista em causa era “do melhor que há no mundo”.

Há muito tempo, pelo menos desde António Ferro e do seu Secretariado de Propaganda Nacional, não se assistia a este curto-circuito, a esta intimidade entre arte e poder, sem mediador.”

A ler aqui.