Uma harpista italiana apresenta em ‘Metamorphosis & Other Works’ (ed. Amadeus Arte) um disco integralmente dedicado a novas visões possíveis sobre obras de Philip Glass. 
Das transcrições para piano de inúmeras obras de Bach (que, por exemplo, Glenn Gould transformou em peças maiores da história da música gravada) às orquestrações de peças originalmente instrumentais (como na célebre abordagem orquestral, por Ravel, de Quadros Numa Exposição de Mussorgsky), a história da música sempre conheceu espaço para o alargamento do espaço de respiração original de uma obra a leituras possíveis por outros ensembles ou mesmo instrumentos. Figura maior da música do nosso tempo, Philip Glass tem uma discografia que há muito transcende o espaço das suas gravações “oficiais”. E cada vez mais são os músicos que gravam obras suas e as apresentam em recitais (sobretudo de piano). Mesmo assim não deixa de ser surpreendente a proposta da harpista Floraleda Saachi, que agora dedica todo o alinhamento de um disco seu a um conjunto de obras do compositor norte-americano.

Nuno Galopim in Sound+Vision, o resto do artigo pode ser lido aqui.